segunda-feira, 19 de julho de 2010

Memórias amigáveis








Amigos demoram a aparecer, mas, quando surgem e são sinceros, jamais somem.
Esta afirmação tem lógica. Eu já provei sua eficácia por diversas vezes, basta ver a quantidade de amigos que tenho.
Hoje, em especial, quero relembrar o começo de relacionamento com duas grandes amigas. A minha versão das “irmãs Cajazeiras”.
Foi em abril de 2008, dia 2 para ser mais exato. Eu ainda prestava serviços a uma empresa religiosa na Avenida Cruzeiro do Sul, bairro de Santana.
Na parte da manhã, estava na empresa, trabalhando. Não me sentia tranquilo, parecia que um batalhão de formigas havia invadido todos os espaços de meu corpo, elas formigavam e me incomodavam, eu já não conseguia ficar parado, mal podia prestar atenção no monitor de meu computador, que continuava ligado e me conectava com o mundo, tentando me distrair e me acalmar para aguardar o começo daquela noite, quando, durante uma festa maravilhosa, aconteceria o lançamento de um livro em que eu e mais uma gama enorme de outros paulistanos éramos os únicos autores.
Finalmente o livro de estórias paulistanas do site “São Paulo Minha Cidade”, tão aguardado, seria lançado.
Eu me sentia honrado e estava bastante apreensivo. Não sabia como iria conseguir vencer as poucas horas que me separavam da solenidade.
Sé de pensar em ser recepcionado na Sala São Paulo, naquele espaço quase santificado e ser homenageado, me fazia tremer de emoção.
Absorto em mil pensamentos estava eu quando, sem mais nem menos, na tela do mo
nitor de meu PC aparece uma mensagem informando que eu acabava de receber um e-mail.
Abri o dito cujo e me deparei com uma mensagem de uma autora do site. Eu só a conhecia pelo nome, por alguns textos dela e diversos comentários que ela havia feito em meus textos. Ela era a Margarida Peramezza e me questionava sobre a festa. Como toda mulher, dando vazão à sua curiosidade, ela queria saber se eu iria à festa, a que horas eu iria, como ela poderia me reconhecer, se eu sabia quem mais iria e tal e cousa e lousa e maripousa...
Usando de minha verve humorística, comecei a responder as perguntas e ela, do outro lado, cada vez mais se agradava e ria.
Passamos assim um bom tempo até que eu, consultando o relógio, conclui que era chegado o momento de bater em retirada para me engalanar, pegar minha filha Renata que seria minha companheira naquela noite e, enfim, ir à busca da grande solenidade.
Despedi-me da Margarida, prometendo fazer contacto com ela tão logo chegasse ao local e fui cuidar de minhas obrigações.
Em casa, depois de um banho reconfortante e devidamente perfumado e engalanado, divinamente acompanhado fui à busca da fama.
Enfi
m, chegamos, eu e a Renata, em frente à Sala São Paulo.
Nossa! As portas ainda estavam cerradas.
Comentei: Acho que chegamos um pouco cedo demais.
Alguns minutos depois, outros apressadinhos, como eu, foram chegando para me deixar um tanto mais confortado. De repente, vejo encostar um carro no meio-fio e dele saírem algumas pessoas.
Fixei o olhar e disse para minha filha: -Acho que uma dessas pessoas que estão chegando é a Margarida que teclou comigo quase que a tarde inteira.
Na mosca, uma delas foi se aproximando de mim e perguntou: - Você é o Miguel? Claro que sou eu D. Margarida.
Pronto, contato feito e amizade sacramentada. Fui apresentado às irmãs, entre elas a Bernadete Pedroso, paulistana por nascimento e carioca por residência.
Entre abraços e piadas, começou ali amizade com as irmãs que eu, carinhosamente, apelidei de minhas irmãs Cajazeiras.
Essa amizade nascida por causa do site e do livro, perdura e sedimenta-se cada vez mais. Graças a Deus
!

Por Miguel Chammas

11 comentários:

Luiz Saidenberg disse...

Belas lembranças, Miguel, daquele fantástico dia, e noite ainda mais fantástica. Foi tb ali que conheci as "Cajazeiras", que ao contrário das do "Bem Amado" não são três, mas, creio, meia dúzia, e incrível, todas gêmeas!!!
Abraços.

Luiz Saidenberg disse...

Belas lembranças, Miguel, daquele fantástico dia, e noite ainda mais fantástica. Foi tb ali que conheci as "Cajazeiras", que ao contrário das do "Bem Amado" não são três, mas, creio, meia dúzia, e incrível, todas gêmeas!!!
Abraços.

Modesto disse...

Já lá se vão dois anos e meio, Miguel e a saudade daquele dia vai se transformando em sonho. Porque ficas a maltratar meu coração, Miguel, não vê que já não tenho como escapar de de uma análise mais apurada em se tratando de bombeamento sanguíneo pelo "cuore'ngrato", porca miseria.
Gostei muito de suas recordações, italoturco, parabéns.

Bernadete disse...

Caro amigo Miguel,fiquei com os olhos marejados de lágrimas. Para dizer a verdade, chorei mesmo, chorei de alegria e emoção, por receber tamanha homenagem de você, grande escritor e personagem mor do SPMC. É maravilhoso saber que eu e a Margarida, temos um lugarzinho nesse seu imenso coração.
Obrigada por nos acolher.
Beijos também na Soninha, que está fazendo com muito carinho esse blog,que é agora,nosso cantinho de prosa.
Um abração / Bernadete

Soninha disse...

Olá, amor!

A internet é um veículo muito poderoso. Tanto quanto os outros, mas, com vantagem pela falicidade e rapidez com que as coisas acontecem.
Sabendo-se usar, só benefícios trazem. Encurtam-se as distâncias, traz as pessoas para perto de nós...acaba a solidão.
Amizades adquiridas através do meio virtual são gratificantes.
Tudo que usamos com equilíbrio e sensatez, só bem traz à humanidade.
Muito legal sua história e esta singela homenagem às amigas queridas, que também são nossas.
Muita paz! beijosssssssss

Arthur Miranda disse...

E eu pobre coitado, sentido e todo frustrado, fico aqui de longe curtindo a alegria de todos,
triste por não ter ido.
Na época do lançamento, vejam só a minha realidade.
Eu ainda não conhecia o Síte São Paulo minha cidade.

Zeca disse...

Ei, Miguel, velhamigo do peito!
Eu, como o Arthur, naquela época também ainda não conhecia o site, senão, quem sabe, talvez? Risos.
Ainda estou devendo um encontro com você e a Soninha, quem sabe não acontecerá num dos encontros com os outros escritores destas memórias?
Enfim... a internet é mesmo um grande veículo que aproxima e até transforma nossas vidas. Com cuidado e sabedoria, seu uso só nos traz benefícios, como conhecer pessoas como vocês, que sempre farão toda a diferença.
Abração, com carinho.

margarida disse...

Miguel, como é grande seu coração!
Que emoção senti ao ler seu texto, nunca imaginei que nós Cajazeiras, pudéssemos ser motivo de tão grandiosa homenagem. Desta vez pegou fundo no meu coração e cá estou a chorar de tanta alegria. Realmente aquela noite foi marcante e inesquecível para todos nós e , como você , me senti a rainha da festa! Também pudera, conhecer tantos autores, pessoas que considero especiais do site saopaulominhacidade, inclusive você, que foi nosso guia principal naquela festa.Foi um prazer imenso conhecer você e sua filha, aquele momento nunca será esquecido pela irmãs Cajazeiras. Agradeço a Soninha também, que ,junto a você, veio fortalecer e encantar ainda mais nossos laços de amizade.
Obrigada por tudo e pela belíssima homenagem, nunca imaginei receber presente tão valioso. Um enorme beijo pra vocês.

Leonello Tesser disse...

Miguel, você consegue mexer com as emoções da gente, eu também estive naquela noite mágica, sinto-me um privilegiado em contar com a amizade dessas meninas e de todos os companheiros do site, parabéns pelo texto, abraços, Leonello Tesser (Nelinho).

Leonello Tesser disse...

Miguel, você consegue mexer com as emoções da gente, eu também estive naquela noite mágica, sinto-me um privilegiado em contar com a amizade dessas meninas e de todos os companheiros do site, parabéns pelo texto, abraços, Leonello Tesser (Nelinho).

Anônimo disse...

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