quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Meu idioma, minha madastra

Estas relíquias preciosas, não posso deixar de postar.
Entrego-lhes.
Muita paz!


Lembrança da 2ª Rodada da Redondas - 08\07\08- Modesto Laruccia

Portugal,Portugal,

não fora o "erro" do amado
e sempre querido Cabral,
que idioma, escrito falado,
teríamos herdado.

Holandês, igual ao alemão,
pesado, rígido, metálico,
não, esse não é bom.
Francês, fino e delicado,
efeminado e perfumado,
quem sabe, teria vingado.

Espanhol, quase igual;
italiano, cheiro de manjericão,
tomate, Dante, que tal,
como anti-pasto, macarrão

Inglês, sem legendas,
eletrônicos, sem tradução,
filmes sem emendas,
literaturas em profusão.

Restou tu, português querido,
o mais rico, profícuo de coração,

poético, explícito, lírico,
único, com alma aquecida,
no fogo sagrado da paixão.


Só não me destes mãe,
de ti, filho não sou,
malgrado meu nascimento,
a todo momento
o pensamento me arrasta,
se não podes ser minha mãe
que seja minha madrasta.


Por Modesto Laruccia




8 comentários:

Luiz Saidenberg disse...

Última Flor do Lácio, à beira mar plantada!
Beleza, Modesto. Vc é um poeta de escol! (Não de Skol, Beer)
Abração.

Arthur Miranda disse...

Belo poema Modesto, e diante disso eu pergunto qual é foi o motivo de te chamarem Modesto.
Adorei, parabéns.

Miguel S. G. Chammas disse...

Barbaridade!
Tenho de tomar cuidado quando cismar de postar minhas trovas.
são assim, quando mnenos se espera mostram suas facetas.
Valeu Modesto!

Soninha disse...

Ciao, amicci!

Meraviglioso!
Questo mi piace un mondo...

Mais um talento seu, Modesto...a poesia!
Ficou excelente.
Obrigada.
Muita paz!

Bernadete disse...

Que maravilha Modesto!
Além de belos textos,ainda ataca de poeta. Demais...adorei!!!!
Um abraço

Nelson de Assis disse...

Fratello mio, auguri!

Belíssima quadra poética em honra a nossa língua portuguesa. Acho que nem Olavo Bilac teria tanta inspiração.

Fraternal abraço

Leonello Tesser (Nelinho) disse...

Modesto, como sempre você nos brinda com magníficos textos, este em tom poético é genial, parabens, abraços, Nelinho.

Zeca disse...

Parabéns, Modesto!

Belo poema homenageando nossa língua, que de madrasta não tem nada!

Abraço.