terça-feira, 19 de abril de 2011

Cotidiano de São Paulo



Pela manhã tomo o ônibus
olho em silêncio as pessoas:
todas em sonolência se encostam e
nem percebem o percurso
de mais um dia.
Final de tarde no ônibus
de volta para casa:
pessoas acordadas,
eufóricas e falantes
disputam o espaço físico
o espaço do viver.
gargalhadas saem de
estômagos ocos
vidas saem de corpos exaustos.
Gostosamente, o sexo aparece
na mão que desliza
pela perna da menina,
no olhar insinuante do
rapaz de jaqueta jeans.
Nossa gente
na maioria das vezes com
a barriga vazia
bolsos vazios
mãos vazias
e, mesmo assim
durante todo o percurso
sorriem,falam, gesticulam,brincam
contam segredos e, principalmente
sonham!

Por Márcia Ovando


12 comentários:

Soninha disse...

Olá, Márcia!

Seja bem vinda entre n´s!
Fiquei muito feliz quando recebi este seu poema e poder postá-lo aqui, em nosso cantinho, que fica cada vez mais bonito com a presença de todos os nossos amigos autores.
Penso que todos nós,paulistanos ou não, já enfrentamos a situação de usar o "busão", lotado,ou mesmo o metro, sonolentos ou não, fazendo parte do cenário das grandes metrópoles.
Seu poema, tão terno,mostra esta realidade de Sampa, de uma maneira muito gostosa de se ler.
Valeu!
Obrigada.
Muita paz!

Aline disse...

Martcia, quem diria, poetisa e retratista de Sampa.
Gostei demnais da sua poesia ne estava sentindo falta de sua prtesen ça aqui entre nos.
Retorno assim deve ser muito comemorado.
Parabéns!

Miguel S.G, Chammas disse...

Marcia, o comentario anterior é meu, apenas postei em PC de outra pessoa.

Wilsonnatale disse...

Márcia: Seja bemvinda entre nós!
Beleza de poema!
O cotidiano desta Paulicéia que se repete através dos anos e que nunca é igual, pois com cada um viaja sempre uma nova esperança, diluido a desesperança dos tantos ontens.
Abração,
Natale

suely schraner disse...

Parabéns pela sensibilidade. Gostei de te ler por aqui. Beijos.

marcia ovando disse...

Abraço grande para Sonia, Miguel, Wilson e Suely
obrigada pelo carinho

Arthur Miranda disse...

Para Marcia nada!
TUDOOOOO
Então como é que é
É PIQUE, É PIQUE, É PIQUE,PIQUE,PIQUE, RA TIM BUM, MARCIA, MARCIA, MARCIA.

FOGUETES CARAMURÚ: PUM, PUM, PUM.
BOMBINHAS: POM, POM,POM,POM,
TRAQUES: REC, REC, REC, REC,
STALOS DE SALÃO: PIM,PIM,PIM
Tudo isso festejando a sua chegada e o seu poema. Parabéns

Zeca disse...

Olá, Márcia!

Que bom ler este poema onde você mostra, com sensibilidade e delicadeza, as idas e vindas dos paulistanos para seus destinos. Deu até saudade do tempo (há muito, muito tempo mesmo!) em que eu também me esforçava para encontrar um lugar onde firmar o pé dentro de um ônibus! Afinal, era uma época de maiores sacrifícios, mas da qual, os anos passados deixaram boas recordações.

Seja bem vinda e não nos deixe esperando muito tempo... rs.

Abraço.

Luiz Saidenberg disse...

Belo poema, Márcia, extraido de uma simples viagem de ônibus, um "prazer" muito frequente na minha mocidade, mas que do qual, automaníaco, não desfruto há muitos anos. Nem sei se se entra pela porta da frente, ou de trás...
Abraços.

marcia ovando disse...

Saidenberg
kkkkkk
atualmente com a não eficiência de nossos transportes não importa entrar pela porta da frente ou de trás ou pela janela....kkkk o q importa é conseguir entrar!
abraços

Soninha disse...

kkkkkkkkk
Há quem vá até no teto, e pelo lado de fora...Deussss é Pai!

bjsssss

Laruccia disse...

Bela trova, Márcia, retratando um momento vivido por quase todo mundo, mesmo no aperto, a leveza de um sorriso amenisa as agruras, com poesia, evidentemente, tão delicada como a sua. Parabéns, Ovanda.
Laruccia