terça-feira, 13 de outubro de 2015

Contos da cidade grande - São Paulo 1966

No ano de 1966, eu trabalhava na Standard Propaganda que ficava na praça Roosevelt no centro da cidade. A praça, diferentemente do que é hoje, era um imenso estacionamento a céu aberto. Tínhamos ali perto, na mesma praça, o Cine Bijou que só exibia filmes de arte, A Baiuca, casa noturna onde era fácil encontrar Dick Farney, Araken Peixoto (irmão do Cauby), John Alf, Zimbo Trio e outros. Um dos atrativos principais era o seu famoso filé a Chateaubriand ao molho de mostarda da pontinha da orelha. Na rua de trás, Nestor Pestana, ficava a refinada TV Excelsior canal 9 dirigida pelo meu amigo Edson Leite. Sexta-feira era só alegria. Como publicitários, recebíamos gratuitamente as revistas da época, cortesia das editoras. No final da tarde o Osvaldo Cioffi, que trabalhava na Midia chefiada pelo Nicolau Nigro, trazia um monte de revistas para nós todos. Manchete, O Cruzeiro, Fatos & Fotos, Realidade, Senhor, Visão, Playboy, inTerValo,, revistas de fotonovelas e infantis. Depois do expediente, eu e meus amigos Neco, o português, Jefferson, Clayton e Ione descíamos a pé ate a rua 24 de Maio onde ficava a APP (Associação Paulista de Propaganda). Lá nos encontrávamos com meu irmão Carlinho o “Xará” e o Boni, que trabalhavam na Multi Propaganda, o Diogo “O Pai da Nota”, o Zé Santos, David Cardoso e seu primo “Kimble” a Chateuabriand ao molho de mostarda da pontinha da orelha. Na rua detrás, Nestor Pestana, ficava a refinada TV Excelsior canal 9 dirigida pelo meu amigo Edson Leite. Sexta-feira era só alegria. Como publicitários, recebíamos gratuitamente as revistas da época, cortesia das editoras. No final da tarde o Osvaldo Cioffi, que trabalhava na Mídia chefiada pelo Nicolau Nigro, trazia um monte de revistas para nós todos. Manchete, O Cruzeiro, Fatos & Fotos, Realidade, Senhor, Visão, Playboy, InTerValo, revistas de fotonovelas e infantis. Depois do expediente, eu e meus amigos Neco, o português, Jefferson, Clayton e Ione descíamos a pé até a rua 24 de Maio onde ficava a APP (Associação Paulista de Propaganda). Lá nos encontrávamos com meu irmão Carlinho o "Xaxá" e o Boni, que trabalhavam na Multi Propaganda, o Diogo "O Pai da Nota", o Zé Santos, David Cardoso e seu primo "Kimble", o Pedro, Alex Periscinoto e o Arapuã da Alcântara Machado, o Luizir Blota da Thompson e outros amigos. Ali, disputávamos acirradas partidas de bilhar em duplas, com caçapa cantada. Outros preferiam jogar xadrez, ouvindo a bela voz do Pedro que cantava a canção "Laura" sucesso do Jorge Goulart, tudo regado ao bom uísque Dimple. Depois disso, ainda dávamos uma esticada ao Badaró, casa de danças que ficava no mesmo prédio para dar uma relaxada. Afinal, ninguém é de ferro. a Chateuabriand ao molho de mostarda da pontinha da orelha. Na rua detrás, Nestor Pestana, ficava a refinada TV Excelsior canal 9 dirigida pelo meu amigo Edson Leite. Sexta-feira era só alegria. Como publicitários, recebíamos gratuitamente as revistas da época, cortesia das editoras. No final da tarde o Osvaldo Cioffi, que trabalhava na Mídia chefiada pelo Nicolau Nigro, trazia um monte de revistas para nós todos. Manchete, O Cruzeiro, Fatos & Fotos, Realidade, Senhor, Visão, Playboy, InTerValo, revistas de fotonovelas e infantis. Depois do expediente, eu e meus amigos Neco, o português, Jefferson, Clayton e Ione descíamos a pé até a rua 24 de Maio onde ficava a APP (Associação Paulista de Propaganda). Lá nos encontrávamos com meu irmão Carlinho o "Xaxá" e o Boni, que trabalhavam na Multi Propaganda, o Diogo "O Pai da Nota", o Zé Santos, David Cardoso e seu primo "Kimble", o Pedro, Alex Periscinoto e o Arapuã da Alcântara Machado, o Luizir Blota da Thompson e outros amigos. Ali, disputávamos acirradas partidas de bilhar em duplas, com caçapa cantada. Outros preferiam jogar xadrez, ouvindo a bela voz do Pedro que cantava a canção "Laura" sucesso do Jorge Goulart, tudo regado ao bom uísque Dimple. Depois disso, ainda dávamos uma esticada ao Badaró, casa de danças que ficava no mesmo prédio para dar uma relaxada. Afinal, ninguém é de ferro., o Pedro, Alex Perischimoto e o Arapuã da Alcântara Machado, o Luizir Blota da Thompson e outros amigos. Ali, disputávamos acirradas partidas de bilhar em duplas, com caçapa cantada. Outros preferiam jogar xadrez, ouvindo a bela voz do Pedro que cantava a canção “Laura” sucesso de Jorge Goulart, tudo regado ao bom uísque Dimple. Depois disso, ainda dávamos uma esticada ao Badaró, casa de danças que ficava no mesmo prédio para dar uma relaxada.
Afinal, ninguém é de ferro.
Por Nelson José Xavier da Silva
 

5 comentários:

Soninha disse...

Olá, Nelson!

Seja bem vindo ao blog e já começando com uma passagem bem bacana sobre sua vida em Sampa.
Adorei.
Queremos ter outras histórias suas aqui, ok?
Obrigada.
Muita paz!

Miguel Chammas disse...

Nelson, eu era e um habitué da região compreendida entre a Praça Franklin Roosevelt, Praça da Republica e Largo do Arouche. Não havia boite ou inferninho que eu não conhecesse. Pode ser, até, que nos esbarramos, algumas vezes, na portado Badaró ou na frente da Baiuca. Valeu lembrar dessa região que muito me diz respeito.

joaquim ignacio de souza netto disse...

O Nelson é o Homo Erectus Sapiens Archivus, sabe das coisas, escreve como gente grande e, na minha opinião, dona de texto escorreito, um Iguassu de recordações...

Teresa disse...

Que bom ter mais um texto gostoso de ler. Que você frequente sempre o pedaço. Obrigada.

Wilson Colocero disse...

Nelson, obrigado pelas suas preciosas lembranças desse pedaço do centro! Só adicionando mais uma, às que você mencionou: na Nestor Pestana, quase em frente ao Teatro Cultura Artística ficava o Gigetto (um predio redondo, no meio de um pequeno estacionamento). E ao lado, um prediozinho de pedra abrigava o Clube Escandinavo, que aos domingos era aberto para o público em geral (mas acho que a frequência para saborear o "Smögarsbörd" não devia ser muito grande...).