domingo, 18 de dezembro de 2011

Sem ela não era Natal

Natal é Natal e ponto final. Tudo fica mais bonito, há uma magia e um encantamento que paira pelo ar e nos enleva além do cotidiano. Não sei por que é assim, mas é e pronto.
E quando a gente é criança, então. Aí sim que o bicho pega.
Vejo isso hoje quando olho nos olhos de meus netos e vejo o brilho e encantamento que outrora, em outros tempos, eu também já tive. Por isso que quero, além de desejar felicíssimo Natal a todos os amigos do Memórias de Sampa e do Minha Cidade Minha História, compartilhar com vocês uma das maiores alegrias que tinha quando, ainda menino, vivenciava a época natalina.
Era uma caixa de vime, treliçada. Tinha em torno de um metro de comprimento, por cinquenta centímetros de altura e de profundidade. Dentro dela havia todo um sonho e por isso que meu pai, nunca deixava que ela faltasse em todos os nossos natais.
Vinha três ou quatro pacotes de figo seco, damasco seco, uvas passas. Panetones e chocotones. Pacotes de nozes, castanhas, avelãs e amêndoas. Pacotes e mais pacotes de biscoitos e bolachas, dos mais diversos tipos, e aquele bonecão enorme, de braços cruzados, que mais lembrava o gênio da lâmpada do Aladim, e mais aquilo que interessava apenas aos adultos, ou seja,  litros de vinho, garrafas de champagne e espumante e outras coisas que não lembro mais.
Minha mãe ficava feliz da vida com ela, pois assim, ela só tinha de preparar os assados.
Os mais antigos já devem estar desconfiados do que estou falando. Seu slogam era: "Seu Natal é mais Natal, com as cestas Amaral. Cesta de Natal Amaral, faz um Natal sem igual".
Pois é, não sei o que aconteceu que ela sumiu. Mas, era uma alegria só quando eu via o caminhão de entrega chegar lá em casa e despejá-la por lá.
Como eu era feliz! Embora ainda hoje seja; e espero que todos vocês também o sejam.
Feliz, mas feliz Natal mesmo a todos vocês, meus recentes e grandes amigos.

Por Marcos Aurélio Loureiro

12 comentários:

Arthur Miranda disse...

Belo texto Loureiro, me lembro bem das Cestas Amaral e até do Comercial que era exibido na TV. Mas pessoalmente só conheci a Cesta Columbus. No inicia eles eram boas depois foram relaxando por causa da concorrência, até que todas se acabassem.Gostei muito dessas suas lembranças. Só não gostei mesmo foi de você chamar a gente, de os mais "antigos". Achei que você com muito jeito e carinho, disse todos nós somos obras do Aleijadinho.(kkkk).
Parabéns.

Arthur Miranda disse...

Belo texto Loureiro, me lembro bem das Cestas Amaral e até do Comercial que era exibido pelas TV. Mas pessoalmente só conheci a Cesta Columbus. No inicio elas eram boas, depois foram relaxando por causa da concorrência, até que todas se acabassem.Gostei muito dessas suas lembranças. Só não gostei mesmo foi de você chamar a gente, de os mais "antigos". Achei que você com muito jeito e carinho, disse que todos nós somos obras do Aleijadinho.(kkkk).
Parabéns.

18 de dezembro de 2011 10:44

Zeca disse...

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Loureiro!

Bela lembrança, essa sua! As velhas e deliciosas "Cestas de Natal Amaral", que faziam a alegria de tantas pessoas, minha e dos meus familiares também! E como gostei muito do texto, procurei no Google e encontrei um antigo comercial de 1959, que poderá ser visto acessando: http://youtu.be/277JI6GIt30

Que o seu Natal e de seus familiares traga muita paz, saúde, alegrias e prosperidade!

Abraço

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Wilson Natale disse...

Loureiro:
Tem quase 50 anos que a Produtos Alimentícios Amaral fechou as suas portas. Ficava aqui, na Mooca, na Rua Canuto Saraiva. O prédio ficou aandonado um tempão, depois foi vendido e demolido. Hoje no deu lugar, existe um conjunto de prédios.
Eu lembro bem das cestas de natal Amaral! Você comprava a número um, ou a número dois e ganhava o gigante Amaral. Ela foia a pioneira em cestas de natal e pioneira nas cestas de bebidas que as empresas davam de brindes aos funcionários.
Depois apareceu a cesta de natal Columbus, que nos dava a Boneca Émília como brinde.
A Amaral foi a pioneira das massas prontas de pizza.
Bela lembrança!
Abração,
Natale

Soninha disse...

Olá, Marcos!

Que deliciosa lembrança, das cestas de natal...com tantas coisas gostosas...hummmm!
Hoje em dia, as cestas natalinas não se comparam com as de outrora.
Meu pai trabalhava na Antartica e, no final do ano, ganhava a cesta na época do Natal...Era uma festa em nossa casa.
Adorei lembrar.
Valeu!
Feliz Natal!
Muita paz!

Luiz Saidenberg disse...

Bela lembrança, Marco. As cestas Amaral eram mesmo um marco de Natais passados, e seu Gigante quase um Papai Noel daquela época.
Mas era opocional; nos planos mais baratos, o boneco fazia forfait, para tristeza das crianças pobres. Abraços.

Laruccia disse...

A mim estas recordações dizem muito, principalmente sobre as Cestas de Natal Amaral, lá na Moóca. Tanha um ótimo Natal, e um felicíssimo ano novo de 2012, a vc e toda sua família. São os votos sinceros da família Laruccia.

Miguel S. G. Chammas disse...

Martcos, que boa lembrança dessa sua. Cestas de Natal Amaral, infelizmente, não sei por que cárgas d'água, a empresa faliu.
Embora sem as cestas, desejo a você e a todos da sua familia um Feliz Natal e um 2012 repleto de felicidades.

margarida disse...

Marco, também lembro das cestas de natal. Muito bem lembrado no seu texto, acho que ela ainda existe hoje em dia.Um Feliz Natal, cheio de paz e harmonia.

suely aparecida schraner disse...

Já tinha ouvido falar mas contada deste jeito é uma maravilha! Sucesso!

Cida disse...

Marcos, estou atrasada na leitura e nos comentários. Lembro muito bem das Cestas de Natal, adorávamos abrir e tirar de dentro as castanhas, bebidas, biscoitos, frutas secas...; após a data, a minha mãe limpava e guardava para acomodar o enxoval (tão modesto)das filhas hahahahah Será que alguém hoje sabe o que significa essa palavra? Abraços e feliz 2012

Sergio Cruz disse...

Boa tarde !
Alguém tem o CGC e a Razão Social da cestas de natal Columbus ?
Preciso para saque de meu FGTS
sc7275@gmail.com
21 2596-2612
Obrigado