sábado, 21 de janeiro de 2012

Caro Modesto


É com alegria que lhe escrevo este texto comemorativo aos seus oitenta anos.
Você, pelo jeito, é daquelas cepas duras de madeira, madeira de lei, cedro, canela, peroba e imbuia, mas de uma humanidade frágil como daquela planta, a mamona, que se desfaz ao calor dos raios bravos de sol.
Você, Modesto, é um daqueles caras, com voz leve e suave e que, se a gente deixar levar, você nos 'come', engole, tal é a sua simpatia como pessoa. hahaha. Quero dizer que você se comunica muito bem, é convincente.
Receba meu caro amigo, votos de estima e consideração pelo seu trabalho junto ao site, que nos granjeou muitas amizades, sinceras e leais.
Parabéns a você pelas grandes conquistas, pois você é um homem de lutas e desejo que a vida possa-lhe  sorrir, pois sua presença e amizade são indispensáveis para todos nós.
O Modesto foi o primeiro amigo do site que me inclui no Facebook. Mas nunca conversamos... Não foi preciso, não é Modesto? Para bons entendedores, meia palavra basta, ou nenhuma.

Por Clesio de Luca

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sr. Modesto


Sr. Modesto, apesar de conhecê-lo pouco  e o ter visto apenas uma vez, o meu prazer foi imenso e tenho a certeza de que é uma pessoa extraordinária, que tem várias histórias para contar sobre a nossa São Paulo.
Do alto dos seus oitenta anos, quantas passagens bem vividas saberíamos, se ele abrisse seu arquivo de vida?
Quero parabenizá-lo por esta data tão festiva, que tenha um caminho longo para trazer para nós toda a sua sabedoria, alegria e paz, que nos transmite quando da sua presença entre os amigos que o amam.

Parabéns Sr. Modesto, que DEUS o abençoe e obrigada por tê-lo conhecido.

Por Maria Thereza Marangoni

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Igual ao velho vinho...

Quando mandei a minha primeira história para o site S.P.M.C. fiquei, como era natural, ansioso à espera que a mesma fosse publicada, o que aconteceu no dia 14/07/2008. Sua publicação estimulou-me e já são quase sessenta crônicas publicadas.
No espaço dedicado aos comentários chamava-me atenção a presença sempre constante de Modesto Laruccia. Observei também que participava com suas considerações em TODAS as histórias. Incentivava os calouros, aplaudia os veteranos e, mesmo discordando, sempre o fazia com absoluta elegância, amabilidade e bom humor. Mas seu talento se revelava, de verdade, nas saborosas crônicas cuja técnica domina com perfeição. Nunca descamba para o grotesco, o piegas, o caricato ou o dramalhão. Lendo Laruccia a gente só tem a aprender.
Este homem que em fevereiro completa oitenta anos é um belo modelo de vida bem vivida. Não esquece seus antepassados de Polignano a Mare na velha “bota”, nem da infância e mocidade na sua querida Rua do Gasômetro. Criança, deslumbrado, ouvia as histórias de seus familiares sobre Polignano, onde nunca faltava a uva para o vinho, nem a azeitona para o azeite. Cresceu e fez sua própria história que nós, seus leitores, temos o privilégio de ler. Sua lucidez, seu bom humor, sua disposição, seu amor à vida e a sua sabedoria merecem nossa admiração e nosso respeito.
Num comentário que fiz a uma de suas brilhantes crônicas chamei-o de nosso guia, nosso mestre. É isso que ele é!
Que ao lado de sua inseparável Myrtes viva muitos anos para a alegria daqueles que o amam.Como nós.
Tim!Tim!
Salute!

Por Deraldo Mancini

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Modesto, hoje é só pra você!


Modesto já era um nome em destaque no site saopaulominhacidade, quando passei a participar deste admirável grupo. Aos poucos, lendo seus textos, logo fui simpatizando-me com sua forma gostosa de escrever seus contos e sua historia de vida. Todos são fantásticos e com fundamento, mas o que mais chamou a minha atenção foi “Lua de mel...ada”. Apesar de longo a atenção não se esvai não se dispersa por ser muito divertido e, ao mesmo tempo, emocionante.
Na entrega do livro na Casa São Paulo, tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e com os encontros permanentes dos autores, esta amizade foi amadurecendo lentamente. Ele estava sempre lá acompanhado da Myrtes, sua companheira de longa data.
Participar destes encontros tem sido para mim uma experiência muito boa e frutífera, além de acrescentar conhecimentos, ganhei grandes amigos e continuo a ganhar sempre que o grupo aumenta. Fui muito bem recebida e aceita por estes “Megas Veteranos” e isto, para mim, é motivo de muita honra.
Lembro muitas vezes enquanto a pizza rolava o Modesto, com toda sua empolgação, reproduzir ao vivo seus contos, isso faz com que as emoções venham à tona e o produto final é a aproximação do grupo que vai ficando cada vez mais fortalecido.
Posso acrescentar, ainda, que ele é uma pessoa alegre, gentil e que produz comentários em todos os textos do site com perfeição. Com certeza um escritor que posso me espelhar, um exemplo de pai, esposo, tio, sobrinho, sogro, enfim, um grande amigo.
Seus cabelos brancos mostram os aniversários de sua vida, os momentos de glória e de outras dores. Deus lhe deu o poder e a capacidade de renovar sua alma e isto quer dizer as chances de você fazer novos amigos, ensinar novas lições, ter novas idéias e vivenciar novos momentos que embalam sua vida.
Abençoado seja o teu aniversário e que Deus permita que muitos ainda sejam vividos.
Modesto, meu querido amigo, que as bênçãos divinas cheguem até você neste dia tão especial.

Um grande beijo e um Feliz Aniversario.


Por Margarida Peramezza

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Memórias de um conhecimento


Eu já conhecia e era fã de um autor do site SÃO PAULO MINHA CIDADE que, no meu entender, escrevia de forma vibrante e emocionante diversos textos sobre sua família e seu bairro de origem, o Braz (com z sim senhor!).
Seus comentários em textos de outros autores eram, sempre, encorajadores. Não havia texto ou autor que não houvesse tido um carinho do seu comentário.
Eu, na época, gozando do ostracismo da solidão, lendo seus textos, me incitava a também escrever, escrevia e ficava deslumbrado em ver meus trabalhos serem editados e de receber vários comentários, principalmente desse autor preferido.
Nunca, jamais, em tempo algum imaginei poder um dia conhecê-lo pessoalmente. Não imaginava como seria a sua figura, apenas sabia que gostava muito dele e de seus textos.
Um dia, por conta da enorme quantidade de textos produzidos e publicados pelo site, sou convidado a participar dos preparativos para o evento em comemoração ao lançamento do livro das 1.000 histórias publicadas. Aceitei de imediato.
Não sabia quantos mais iriam participar, sabia apenas que estariam presentes o Mário Lopomo e o Luiz Saidemberg, já meus conhecidos e pioneiros na aventura de criar uma atividade social para os autores do site. A agora famosa “RODADA DE REDONDAS”.
No dia aprazado, fui ao encontro do pessoal do site, liderados à época pela amiga Clara Azevedo. Fui sendo apresentado ao pessoal que também participaria do evento, o Lopomo e o Saidenberg já eram conhecidos; a Neuza Guerreiro, simpática e brincalhona foi a apresentação seguinte. Por último, um pouco afastado do grupo, sentado a uma cadeira, uma figura realmente imponente foi convocada para me ser apresentada. Então, do alto de seus setenta e tantos anos, portando uma alva e branca cabeleira, o Sr. Modesto Laruccia me foi apresentado.
Parece ridículo, mas minhas pernas bambearam ao ver na minha frente o meu autor preferido. Nossas afinidades vieram à tona e, nesse momento, deu-se o início de uma sincera e profunda amizade que perdura até agora, graças a Deus.
Hoje, com profundo conhecimento desse senhor, posso dizer que, apesar dele ser o mais profundo dos mal humorados dos homens da face da terra, o mais ranzinza dos carcamanos conhecidos nesta Sampa de todas as raças, o mais reclamador de todos os autores do site, é a pessoa mais delicada, mais animada e mais querida do grupo de autores participantes das RODADAS DE RENDONDAS COM AUTORES REDONDOS OU NÃO.
Mo, saiba que tenho a honra de poder dizer aos 4 cantos, que sou um felizardo incontestável por gozar de sua amizade.
Ouviu, velho ancião octogenário?
Que Deus, na sua imensa magnitude, te conserve por mais 80 anos em nossa companhia, mesmo que isso venha ser um grande problema para a Myrtes, que terá de te aturar por mais esse tempo todo.
Baccio amicci!

 
Por Miguel Chammas

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

“LARUCCIA VERSO ALL’ OTTANTINA”!(LARUCCIA A CAMINHO DOS OITENTA ANOS!)


Impossível fazer um texto sobre o caríssimo Laruccia sem cair no italiano e mesclá-lo ao Português. Então, vai lá:
“Laruccia se ne và all’ottantina! Che vadda all cento e più - e più di più”!
(Laruccia vai fazer oitenta anos! Que vá aos cento e tantos e muitos mais!)
Oito décadas sem perder a juventude e o bom-humor! E o melhor de tudo: “inteiraço” de corpo e mente!
Larù, mio tanto caro amigo. Você é um dos responsáveis – ou um dos culpados – por todos os textos que tenho postado (risos).
Eu explico:
Leitor assíduo do “São Paulo, Minha Cidade” resolvi que já era hora de postar um texto. Um texto que, além de divertido era nostálgico e emocional.
Em 18/06/2008, foi publicado o meu texto – “Bonde, esse criador de casos e de causos.” Entre os comentários do Lopomo, Miguel, Saidenberg e outros, estava o seu:
"Presto, presto! Che siamo in rittardo!" Que bela abertura de texto, Wilson. Com direito a legendas, no final. Como é gostoso lembrarmos estas ocorrências e ainda com o palavreado que nossos pais recorriam, sem saber que estavam dando aulas de um idioma estranho aos "forastieri"(os não oriundos) e que nós, descendentes, aprendíamos com a eterna facilidade das crianças em absorver tudo. Auguri, Natale, hai fatto un vero e bello capo-lavoro. Modesto.“
Comentário muito importante, não pelos elogios, mas pela sua alma de “oriundi” que viu além do texto a vida de um filho de imigrantes, a sua vida, a vida de muitos de nós. E foi muito bom ler a ”sua voz de oriundi” naquele texto que foi publicado um mês depois da partida da minha “mamma”. Você, um igual (Oriundi), notando os pedacinhos de vida que o texto, subliminarmente, continha. E fez com que eu lembrasse que esses pedacinhos continuam em mim para sempre. “Grazie tante, amico mio”!
Foi assim que começou a nossa amizade no virtual. Mas tão REAL no que se refere ao amor fraterno e ao respeito que tenho por você.
E quanta coisa nós temos compartilhado nesse quase quatro anos de SPMC e do MEMÓRIAS DE SAMPA!
E quanta coisa ensinamos, o quanto aprendemos com os outros autores!
As suas, as deles, as minhas histórias da vida desta cidade. Gente importante, gente anônima; pedaços do cotidiano; acontecimentos; tragédia urbana, tragédia humana... Festas comemorações... Enfim, as mudanças sofridas por esta Cidade de São Paulo que amamos intensamente.
Dia-a-dia, vamos mostrando às gerações as muitas São Paulo em suas décadas.
E você, Larù tem contribuído muito para isso: Opiniões sobre a atualidade, resgatando personalidades até então esquecidas; trazendo à luz – quase como em uma fotografia a paisagem do velho Brás com “Z”, fazendo mais e mais, valer a frase “Memória é História”.
E agora você está ai, a caminho dos oitenta, com uma bagagem e tanto! A sua história, a História, a sua Memória. E revivendo na Internet os momentos da sua vida. Vida de vencedor, lutador. E é uma honra e alegria acompanhar os seus textos.
Eu me sinto feliz por ver através dos seus olhos e textos essa São Paulo que eu não vivi e que vivi através de você. É que eu nasci em 1948 e só fui cair na vida nos anos 60... (risos)
Larù, bello. Sou desbocadamente honesto: Ficaria p... da vida com Deus se ele não permitisse que os nossos caminhos se cruzassem!
Parabéns antecipados “mio grande amico”! Obrigado por existir. “Se non vi fossi, bisognerebbe inventarlo”! (Se você não existisse, seria preciso inventá-lo!)
“Un bacione in testa”,

Por Wilson Natale

domingo, 15 de janeiro de 2012

Modestamente


De nome Modesto, sua presença é a pura negação do nome.
Exuberante, expansivo, imponente. Rosto corado, cabelos de algodão.
Nosso caro Modesto parece um criança que cresceu demais, amadureceu sem perder a inocência.
E ele fala, parla, parla, parla sem parar. Como em seus textos, onde sempre se derrama em confissões sobre suas lembranças, suas origens baresas. Sobre seus tempos de rapaz no Brás, criado aos pés de San Vito Mártir, aos fundos do então tranquilo parque D. Pedro, nos
labirintos apetitosos do Mercado Municipal.
Bem alimentado a ficazella, ghimirella, richitelle e outras extravagâncias de Polignano a Mare, uma cidade cujo nome já nos faz sonhar.
Cevado ao bom vinho de Manduria, forte como as uvas da região, ele mesmo parece uma videira bem plantada, com bons e copiosos frutos.
Bem Adoniram podia ter colocado no samba – O Modesto nos convidou prum samba, ele mora no Brás...
Pois o Brás foi a base para toda sua vida paulistana.
Docemente constrangido, um dia foi obrigado a deixar o amplo parque, às margens do Tamanduateí, fluindo ao lado da bela estátua de mármore do leão, que trocou aquele pacífico verde de selva pelo movimentado Ibirapuera, servindo agora de cavalinho para as crianças.
Não faz mal, Modesto. San Vito perdoa...
O Brás, San Vito, o Parque, o Mercadão, continuaram sempre presentes naquele inarredável recanto barês de sua memória.
Atinge agora seus oitentinha, com um jeitão de quem ainda vai muito longe, sempre nos contando suas longas histórias, de uma vida saudável e muito bem vivida.
Que assim seja, por muitos anos, e que também nós possamos continuar acompanhando-o em suas aventuras.
Que assim seja.


Por Luiz Saidenberg

sábado, 14 de janeiro de 2012

Nada Modesto


Quando eu nasci ele já tinha 21 anos, um rapagão, a julgar pela fina estampa que ostenta até hoje!

21 anos em 1953 não era pouca coisa; diferente de hoje, onde a maturidade dorme com nossos jovens até perto dos 30 anos, naquela época, com 21 anos, já se beirava à construção de uma família, e de longe o emprego já estava definido em cada jovem.

Assim deve ter sido com ele: a labuta já devia se fazer presente em seu dia a dia desde há muito. São Paulo ganhou com isso.

Ainda que não se saiba seu sobrenome, que já denunciaria de cara sua origem, seu sotaque evidencia sua italianice até num simples “como vai?”. Faz parte do contingente enorme de imigrantes ou descendente deles, que engrandeceram nossa cidade com sua força e dignidade.

Modesto por caráter e sobrenome, sua história se confunde com essa grande metrópole e seu aniversário também. São Paulo aniversaria em 25 de janeiro e ele alguns dias depois.

Juntamente com nossos mais sinceros parabéns, vai aqui nosso profundo respeito a essa pessoa tão expansiva e simpática, que do alto de suas 80 primaveras nos dá uma lição de jovialidade e bem viver, que nos enche de alegria.



Por Márcia Calixto

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Uma noite... Uma noite... Só uma noite!


Pois é. Só uma noite, por coincidência, apenas esta noite - vou tratá-lo por Você.

Como escrever a seu respeito, baseada em 80 e tantas crônicas onde constam retalhos da sua vida quando menino, jovem, adulto? E as poucas vezes em que o vi em 2 encontros das Redondas nos quais compareci? É pouco... Muito pouco!

Mas, agora não é hora para lastimar. É apenas um momento para se observar amenidades escritas por trás das estrelas. As amenidades são minhas, o talento é todo seu.

Sim, esse seu talento ao nos dar atenção quando chegamos tímidos, nervosos ao São Paulo Minha Cidade e recebemos "boas vindas" em um comentário simpático escrito por você.

Quando, finalmente, é postado nosso 2º texto, lá vem você comentando e convidando-nos a também fazermos comentários. Passamos a sentirmo-nos parte desta imensa família que escrevem pessoas tão especiais!

E com o conteúdo de seus textos, então? Aprendemos um pouco de tudo... História, imigração, honestidade, respeito, negócios, um pouco mais sobre o nosso querido bairro do Braz (Bráz com Z), exercendo afetos, agregando pessoas, observando a humanidade que nos cerca e, eventualmente, nos dando abrigo e consolo.

Modesto, aproveito para cumprimentá-lo, antecipadamente, pelo seu aniversário e espero que esta data se repita por muitos anos... Com você ao nosso lado, é claro.

Abraços muitos.

Por Lia Beatriz Ferrero

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Acróstico Modesto Laruccia


M uitas memórias,
O u muitos "causos",
D o Modesto
E u
S empre
T erei em minha memória.
O h! Modesto, bom companheiro...

L indas histórias,
A lto astral,
R indo sempre,
U m marido exemplar,
C ompanheiro das "redondas" e
C riador de mais de o...
I tenta histórias no SPMC.
A uguri Modesto! Feliz Aniversário.


Por Berenice Rabello (Berê/Doris)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ao Mestre com carinho


Meu primeiro contato com Modesto foi através dos comentários que ele escrevia em todos os meus textos. Sempre elogiando e ressaltando as coisas boas do escrito, sem fazer referências às partes que não estavam tão boas. O incentivo a escrita sempre foi o tom de seus comentários.

Pude perceber, analisando seus textos, que se tratava de uma pessoa especial, com conhecimento, cultura, simplicidade e amor ao próximo. Esta percepção veio a se confirmar em nosso primeiro encontro na rodada das redondas organizada pelo amigo Miguel.

Encontrei, não um Italiano, mas sim “um paulistano”, “ um ser humano diferenciado” que mora no “Braz com Z”.

Logo nos papos iniciais de apresentação pessoal sua conversa soava como “musica divina música”. Tivemos o “papo interrompido’ pela “Myrtes, a incendiária”, que o tratava com tanto amor e carinho como se este fosse o seu “panda doméstico”, verdadeiro exemplo de “um amor sincero”.

Neste primeiro encontro, Modesto deu-me uma aula de redação ao comentar um de meus textos, no qual procurou exaltar a forma com que eu escrevia sobre o passado, utilizando o tempo verbal no presente. Confesso que eu mesmo não tinha notado este estilo, que a partir daquele momento passou a ser aperfeiçoado em meus novos textos por incentivo deste homem, com quem eu não queria repartir com mais ninguém o prazer de estar junto, conversando por “uma noite... uma noite... só uma noite”.

Hoje, Modesto é meu ídolo e tudo que ele escreve eu devoro como se fosse a “macarronada da mama”. Seus textos sobre os recantos de “uma cidade fadada à grandeza” contém “emoções sonoras” das madrugadas da “Rua do Gasômetro, seus ruídos”, o roncar do motor do “caminhão do seu pepino”.

Aos poucos passei a conhecer mais sobre este homem, “uma vida, um exemplo”. Para mim, foi uma “surpresa prazerosa”, “uma explosão de alegria” poder escrever este texto com “retalhos” desta figura ímpar, desprovida de “arrogância”, admirado por todos os que tiveram o prazer de desfrutar de sua companhia ou da leitura de seus texto.

Parabéns Mestre e muito obrigado por me permitir sua amizade.

Por Marcos Falcon


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Modesto


Tem gente que é muito modesto em todas as coisas que faz ou fala. Isso é uma coisa nata que certas pessoas carregam, e são modestos, desde o que fazer ou falar. Isso sem falsa modéstia. Ser modesto e fazer a coisa difícil ficar fácil, sem se propagar. É resolver seus problemas sem perturbar pessoas ou a si mesmo.

O modesto é aquele ser, que se for necessário come cru, para evitar que a coisa esquente e, sempre há adjetivos para o Modesto, e são essas pessoas que no passar da vida de tanto ser modesto, viver a vida modesta. Ai, acaba colocando o nome num filho de Modesto. E como modesto ele abre portas em todos os lugares por onde vai.

Quem é modesto vive muito é por isso que o meu amigo que recebeu esse nome, já está com oitentinha, a vida passa tão rápido que logo ele nos vai mandar um e-mail dizendo; Pessoal já sou, um noventinha. Se com oitenta tem cabelos bem brancos, aos noventa queremos crer que ele ainda os mantenha.

Por Mário Lopomo

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Modesto Laruccia


Logo que o vi, me encantei. Foi o seu jeito simples e alegre que chamou a atenção.
Os cabelos bem branquinhos e ajeitados o marcavam, sua personalidade e simpatia o destacavam, além da companhia de sua fiel companheira, a Myrtes.
Sim. Falo de Modesto Laruccia.
Meu primeiro contato com ele foi lá na Pizzaria Moraes, quando acompanhei Miguel num dos encontros em torno das redondas, em 31 de Outubro de 2008.
Estiveram presentes ao encontro o Nelinho, Jurema, Laer, Margarida, Falcon, Lopomo, Flugge, José Carlos e Silvinha, Modesto, Myrtes, Miguel e eu.
Eu estava acostumada a outros grupos, outros eventos e, naquele dia, pude participar de assuntos aos quais eu não estava habituada e que, felizmente, comecei a inseri-los em minha vida... As coisas de Sampa... Suas histórias, seus casos, seus habitantes, seus mistérios, seus segredos... Tudo.
Que fascinante! As coisas de Sampa, contadas por aquelas pessoas simples e tão acostumadas a escrever sobre nossa querida cidade, a deixavam ainda mais encantadora.
Aquela noite foi memorável para mim e a apoteose da noite foi a história que Modesto nos contou, relembrando o texto que ele já havia escrito no site São Paulo Minha Cidade, “O Porcelanato”.
Rimos muito com a história e, principalmente, com o Modesto, pois o seu jeito de contar é que nos envolveu e integrou o grupo ainda mais.
A partir daquele dia, não mais deixei de participar de todos os famosos encontros das redondas com autores redondos ou não.
Hoje este evento é tradição em nosso meio e devemos agradecer a Deus por ter todos estes queridos amigos e seus familiares entre nós. Especialmente por termos o Modesto, pessoa querida e muito importante para todos nós.
Através de Miguel, que me estimulou a voltar a escrever e por este evento do dia 31/10/2008, passei a escrever sobre minha querida São Paulo, meu berço esplêndido. Eu escrevia sobre tantas coisas e Sampa estava distante de minhas crônicas. O jeito como Modesto falava sobre Sampa, além de todos os outros autores presentes, me estimularam a também escrever minhas histórias sobre nossa querida cidade.
Sou grata.
Valeu, Miguel! Obrigada.
Valeu, Modesto! Obrigada.
Valeu, autores! Obrigada.
Parabéns, Modesto, pelos seus 80 anos!
Muita paz a todos.

 
Por Sonia Astrauskas

sábado, 7 de janeiro de 2012

Uma tragédia urbana

imagens extraídas da internet: portões da escola Alcina Dantas Feijão (SCS); o menino David; Rua Santa Rosa no Bras.

Nos dias que correm, deparamos com ocorrências que o rádio, jornais, televisão, internet se apressam em nos por a par de tudo, com detalhes minuciosos, às vezes, exagerados. Quando um fato, de relativa importância, chega ao conhecimento público, ele é exaustivamente noticiado por todos os meios de comunicação, durante todas as horas do dia e, tratando-se de assaltos, latrocínios, “colarinho branco” etc, banaliza-se num instante. A crueldade de um estupro seguido de morte, choca e muito, devido à maldade inata de determinados indivíduos, revolvendo nosso estômago, num desejo imediato de vingança em termos de se infligir o pior dos castigos ao monstro. Chegamos a ficar tão bem informados que, praticamente, numa roda de amigos, em casa ou no clube, quando você se dispõe a contar um fato, todos já tem conhecimento do mesmo, tirando o prazer de começar um bom bate-papo.
O que me traz aqui, prezados colegas, pode ser um papo, mas, não um “bom-papo”. Habituado que estou (porque gosto muito) de ler contos e romances policiais, mesmo com histórias de “arrepiar os cabelos”, envolvendo criminosos inteligentes, cruéis, mulheres não menos espertas, detetives possuídos da arte de descobrir autores de crimes aparentemente insolúveis, à moda de Sherlockianos modernos. Leio com satisfação por que sei que é uma distração pura e inteligente ficção. Lembro que determinados escritores, a maioria norte americanos, mas os melhores eram (ou ainda são) os ingleses, se especializavam em enfoques, criando uma legião de leitores sempre a espera de novas histórias. Criavam investigadores, policiais, agentes da inteligência, detetives que eram personagens principais de todas as histórias que eles publicavam. Um bom exemplo, James Bond, Herculet Poiro, Sherlock Holms etc.
Havia um escritor americano, não lembro seu nome, que se especializou em contos de crimes praticados por crianças. É evidente que todos os escritores baseiam suas histórias em fatos que acontecem ao seu redor e quando terminava de ler um conto dentro desse clima, ficava imaginando que, mesmo sendo ficção, onde ele poderia se inspirar pra contar uma história que causava náuseas, um crime praticado por uma criança.
Em Setembro de 2011 todos vocês tomaram conhecimento sobre o garoto de dez anos, em São Caetano do Sul, munido de um revolver, que atirou na professora, ferindo-a nas nádegas e, em seguida, disparou um tiro na própria cabeça. Menino com bons antecedentes, confirmados pela própria professora, de família classe média, torna-se um mistério, um fato inusitado. Uma verdadeira tragédia urbana, com poucas possibilidades de uma explicação razoável. O pai, guarda-civil, negligenciou sua arma permitindo que o filho se apoderasse da mesma em circunstâncias ainda não esclarecidas.
Pois bem, lendo e ouvindo os detalhes dessa verdadeira tragédia, lembrei-me de que eu quase fui protagonista de um fato semelhante.
Meu falecido pai Bartholomeo, tinha um armazém de cereais com seu irmão, Francisco, na rua Santa Rosa, na época o maior centro de distribuição de alimentos de São Paulo, junto com o mercadão da Cantareira. Vez ou outra ia ao armazém brincar com meu primo Victor, filho do Francisco, eu com 9 ou 10 anos e ele com 12 ou 13. No meio das sacarias de feijão ou arroz, ficávamos pulando de pilha em pilha de sacos, num risco constante de vir abaixo toda sacaria. Depois de uma sonora bronca de nossos pais, resolvemos ir brincar no “quintal” do armazém, onde eram empilhados os caixotes de bacalhau vazios. Logo me inspirou utilizar os caixotes, que eram no formato retangular em pinho de riga, como são até hoje, parecendo um caixão de defunto, só que mais largo.
Na minha imaginação, arrumando as caixas montei uma “carroça do faroeste” sem os cavalos, que eram representados por dois dos caixotes, colocados de pé, na parte estreita e cobertos por dois sacos vazios. Como chibatas e rédeas, dois pedaços de cordas. Nossa brincadeira eram os gritos dos índios “peles vermelhas” ou os bandidos assaltantes de diligências. Meu primo era o xerife e eu, o bandido.
Bang-bang pra lá, bang-bang pra cá, lá íamos nós, “pelos prados verdejantes” de nossa imaginação. “Aiô, Sílver”.
Logo percebi que faltava um revolver. - “Victor, vamos procurar um pedaço de pau e improvisar dois revolveres.”- Nossos pais ficavam sempre no balcão da frente, atendendo a clientela, só iam ao fundo pra alguma necessidade. Nos fundos do armazém, bem escondidinho, tinha uma escrivaninha antiga, fora de uso, toda empoeirada, acredito que era uma verdadeira relíquia do tempo dos pioneiros. Tentei abrir suas gavetas, quase todas emperradas ou fechadas a chave. A última, com muito custo, consegui abrir. Surpresa, UM REVOLVER, todo enferrujado, peguei-o, examinei e tentei (vejam vocês, a imprudência de uma criança) puxar o gatilho. Nem saiu do lugar. Estava pra mostrar pro meu primo quando tentei, de novo, desta vez encostando o cano na parede. Consegui, ouvi o estalo e percebi que não estava carregado. Levei um tremendo susto, coloquei o revolver no lugar, que era do tipo usado pelos “cawboys”. Não contei pra ninguém e nunca fiquei sabendo de quem era a arma, por isso estou aqui, contando essa história.
Por incrível que possa parecer, o prédio do armazém ainda está de pé.

 

Por Modesto Laruccia

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

As pedras do caminho

Imagens retiradas da internet: Liceu Coração de Jesus em dois momentos, atual e em 1920.

Leio nos jornais que as ruas e logradouros próximos ao Liceu Coração de Jesus transformaram-se numa imensa cracolândia. Tal situação, traz preocupação aos pais, acarretando prejuízos à escola com crescente e significativa redução do número de alunos.

Meu querido e velho Liceu não merece tal sorte. Dirigido pelos padres salesianos, sempre foi exemplo de disciplina e bom ensino. Lá fiz meus estudos secundários na década de 50. Professores competentes contribuíram para moldar o caráter de muitos adolescentes que, como eu, deixavam a família no interior para frequentar boas escolas na capital paulista.

Eu morava relativamente perto e ia, caminhando, pela Alameda Glete, chutando as pedras do caminho, sem sustos ou sobressaltos, até o Largo Coração de Jesus. Carregava minha bolsa - que foram substituídas pelas mochilas- cheias de sonhos, lanche e refrigerante, já que ninguém vive só de sonhos. Jamais fui importunado. Era uma região tranquila, que oferecia paz e segurança aos pedestres.

Por isso que li com assombro e perplexidade a notícia de jornal. Lamentei profundamente, pois na velha casa de ensino ficou parte de minha distante e irrecuperável mocidade. Que Deus tenha misericórdia do Liceu!

Por Deraldo Mancini


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A Sessão


José de Assis Cabral é meu primo, sobrinho de meu amado pai´, mora em Itajubá - MG.
Entrego-lhes, com meu carinho de sempre.

Oi, prima...
 
Vou repassar um caso acontecido comigo ai em São Paulo, na Zona Leste de São Paulo, mais precisamente no Bairro Vila Prudente, onde passei algumas das minhas férias escolares na casa de meus tios (Divino-Virginia, José-Izailda, Argelim-Laura).
Na Vila Prudente havia o Cine Amazonas, que se localizava no Largo da Vila Prudente (Praça Padre Damião), depois virou estacionamento.
Uma história do tempo de criança aconteceu comigo envolvendo o Cine Amazonas. Em Itajubá-MG, na vila residencial da Fábrica de Armas de Itajubá – FI, hoje Indústria de Materiais Bélicos – IMBEL, tinha um cinema que se chamava Cine Auditório Fábrica de Itajubá, que toda semana soltava um boletim informativo dos filmes da semana, que no cabeçalho vinha escrito Sessão Cinematográfica.
A palavra sessão, para mim, era sinônimo de cinema.
Naquele tempo se falava:
- Você vai à sessão hoje? (Você vai ao cinema hoje?)
Em uma de minhas férias escolares, estando eu na casa da tia Izailda, uma de minhas primas convidou-me para ir à seção e eu, mais que depressa, aprontei-me a fim de ir ao Cine Amazonas, que dava para ir a pé, era só descer a Rua Umuarama. Mas, minha prima, no caminho, entrou na casa de outro parente nosso... Pensei que era mais uma pessoa que iria conosco ao cinema. Porém, qual não foi a minha surpresa, quando fomos convidados para sentar em uma mesa de sessão espírita.

 
Por José Cabral

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Subindo a mais “augusta” das ruas em direção à mais famosa avenida de São Paulo, Av. Paulista... na virada do ano

Com um litro de Pernod Fils  a tiracolo e um amigo com sua garrafa de Cinzano, subimos a Rua Augusta, completamente “tocados”, em direção à Avenida Paulista.
Era 31 de dezembro de 1967.
O plano era passar o dia no sítio dos Andradas, da família da minha então namorada. 
Iciamos nossa jornada etílica na Galeria Ouro Fino, devidamente calibrados, rumo ao topo.
No caminho, paramos para dar um abraço no amigo Valdomiro de Deus, o artista plástico primitivista, que teve a audácia de pintar um quadro da Sagrada Família, vestindo Jesus com uma bermuda e Sua Mãe, de mini-saia.
Valdomiro também usava mini-saia, cabelo à lá Black Power para chamar mais ainda a atenção. Acabou sendo capa do Jornal da Tarde. 
Nesse dia Waldomiro estava meio atacado; deveria estar escondendo alguma gata e não estava pra muita conversa. Ao “sacar” o assunto, levantamos acampamento, desejando a ele um feliz 1968, sem saber que este seria o ano mais complicado para os brasileiros.
Ele morava num quartinho onde funcionava também seu atelier, ao lado do HI-FI, o santuário das músicas importadas, que municiava a guerra das rádios Excelsior e a Difusora, na época.
Entre goles de Pernod e Cinzano nos colocamos de novo em marcha.
No caminho, paramos na Alameda Itu, endereço da turma que nos abrigava naquele tempo, para abraçar os amigos Vadinho, Magôo, Sandra e Dulce, todos embarcados na viagem rumo a Marrakech e pra lá de Bagdá...
Ali ficamos o tempo suficiente para dar um abraço geral na galera, seguindo em frente, só parando no cruzamento da Augusta com a Paulista, esperando a chegada do Ano Novo. E ali permanecemos, tomando nossos drinques, em ritmo de conta gota, até esvaziar a garrafa.
À meia noite em ponto, nos abraçamos e a todos que passavam por ali. Fizemos uma algazarra junto com o buzinaço de quem passava. Algumas pessoa lançavam serpentina e confete nos passantes. Nos divertimos um bocado.
Duas horas mais tarde, o fígado do meu amigo acusou fragilidade...
Seu estado era terrível. Totalmente fora de si, ele se postava de forma ereta, para logo em seguida seu corpo pender para a frente fazendo as mãos encostarem no chão, mas sem cair. Logo retomava a posição de sentido, para depois pender o corpo para frente, encostando as mãos no chão. Ficou assim se repetindo durante uns 30 minutos. Sua postura parecia um polichinelo, variando do dramático ao hilário.
Quando me dei conta eram quase 4 horas, quase amanhecendo, me lembrei que ainda tinha o dia cheio pela frente, no sitio.
Nesse momento, ouço uma voz: “sujei nas calças”. Caraca. Era tudo o que eu não queria ouvir.
Rapidamente deu pra sentir que alguma coisa tinha acontecido.
Assim como um incenso, aquilo tinha tomado conta do ar.
Me deu pânico. Como iria levar o cara pra casa, todo travado e ainda por cima, com “a mala cheia”.
Precisava encontrar uma solução para o caso e também na minha ida para o sitio.
O ‘’perfume” estava cada vez mais triste, difícil de aguentar.
Com muito custo, consegui encontrar um taxi que topasse a empreitada.
Falei com o motorista, que ele havia vomitado e precisava levá-lo para sua casa na avenida Santo Amaro. Após discutirmos o preço e com uma boa gorjeta, ele topou.
Coloquei-o no banco de trás do Ford Mercury, deixando todas janelas abertas e fui na frente, com o nariz pra fora. 
Chegamos ao prédio que ele morava.
Apertei a campainha. Assim que a porta se abriu, vi a figura do pai do meu amigo que perguntava: O que havia acontecido?
Expliquei, enroladamente, que havia bebido umas doses a mais e coisa e tal... daí o estrago.
Ajudei-o a entrar até o meio da sala. O pai dele disse que iria colocá-lo no banho...
Em seguida, virei as costas e cai no mundo.
Passei o dia no sítio, extremante preocupado com o desenrolar da história, pois ambos éramos menores de idade.
Não consigo me lembrar de nada do sitio, somente das felicitações que recebia: Feliz ano novo, Feliz 1968, quando faria 18 anos.
Ainda bem que tudo isso agora é passado. 
Feliz ano novo para todos !
Um feliz 2@12 para nós todos             
Por Luigy Marques